Jubartes brasileiras: a luz de uma nova geração

Mamãe jubarte e seu filhote recém-nascido são fotografados navegando no litoral do Espírito Santo


A maternidade é encantadora. Imagine então quando falamos sobre animais únicos e do tamanho de uma baleia. Durante uma saída promocional de observação de baleias, a equipe do Projeto Amigos da Jubarte, junto com a equipe de pesquisa da Ufes e os pilotos de drone Luciano Cajaiba e Filipe de Moraes, registrou a passagem de uma mamãe jubarte e seu filhote recém-nascido navegando na costa capixaba.


Na imagem aérea, capturada por uma drone, é possível ver a diferença de tamanho entre a mãe, que está submersa e possui uma coloração mais escura, e seu filhote, perto da superfície e mais claro.


Durante o encontro, a embarcação onde estava a equipe do Projeto Amigos da Jubarte permaneceu a uma distância segura das duas baleias, sendo respeitadas as normas de avistamento.


A Maternidade


No reino animal, a maternidade é um assunto que provoca brilho nos olhos. As baleias pertencem a classe dos mamíferos, assim com os seres humanos, e possuem uma característica muito marcante: o cuidado parental, que é a necessidade da mamãe jubarte de transmitir seus conhecimentos para o seu filhote.


Durante os primeiros meses de vida, o filhote jubarte segue ao lado da mãe amamentando, aprendendo os primeiros movimentos, a caçar, a migrar e como se proteger de predadores como tubarões, orcas e falsas orcas.


Quando o bebê jubarte nasce, a mamãe leva seu filhote até a superfície para ele poder respirar pela primeira vez. Durante seis a dez meses, ele segue ao lado da mãe até conseguir aprender tudo o que for necessário para se virar sozinho e seguir seu caminho.


Banco dos Abrolhos


Entre os meses de junho e novembro, as baleias-jubarte viajam até a costa brasileira, mais especificamente entre o sul da Bahia e norte do Espírito Santo, para acasalar, dar à luz e iniciar o desenvolvimento dos filhotes.


Foto: Filipe de Moraes / Altis Imagens

De acordo com Jonathas Barreto, biólogo e pesquisador do Jubarte.Lab, o Banco dos Abrolhos é o local de escolha das baleias-jubarte para ter seus filhotes porque nessa região as águas são mais quentes, calmas, rasas e com menor concentração de predadores. Todos esses fatores, segundo Jonathas, contribuem para o nascimento dos filhotes dessa espécie.


Ciclo Materno


A vida das mamães jubarte é bastante corrida. Em média, as baleias-jubarte fêmeas dão à luz de três de três anos, sendo um filhote a cada gestação.


Foto: Filipe de Moraes / Altis Imagens

De acordo com Agnaldo Martins, professor e coordenador da pesquisa científica do Jubarte.Lab, o ciclo materno das baleias-jubartes fêmeas inicia com as baleias fêmeas acasalando-se em águas brasileiras e seguindo logo depois para a Antártica para se alimentar. De volta ao Brasil, após 11 meses, que é o tempo de gestação das baleias-jubartes, ela dá a luz a um único filhote, amamentado e criado em um período de seis a dez meses. Nesse período, além da amamentação a pequena baleia irá aprender tudo com sua mãe até que esteja pronto para enfrentar os desafios da sobrevivência sozinho quando se separar dela. Assim, a baleia fêmea volta a estar pronta para um novo acasalamento.


Todo esse ciclo dura três anos e, de acordo com Agnaldo, o percentual de baleias machos e fêmeas ao nascer é o mesmo. Porém, como uma parte das fêmeas está cuidando dos filhotes em cada temporada, na prática temos três machos para cada fêmea apta a engravidar.


Foto: Filipe de Moraes / Altis Imagens


Essa diferença da quantidade de machos para fêmea leva à uma competição entre os machos para acasalar com as fêmeas, o que resulta na formação dos "grupos competitivos", intensas disputas de vários machos pela atenção das fêmeas durante o acasalamento, outro espetáculo de sons, saltos e movimentos proporcionado pelas baleias na temporada reprodutiva.


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Para aqueles que tem interesse em ver as baleias em Vitória - Espírito Santo, é só entrar no site do Projeto Amigos da Jubarte pelo link: www.queroverbaleia.com


Os Projetos Amigos da Jubarte, Jubarte.Lab e Golfinhos do Brasil são de realização do Instituto O Canal e Instituto Últimos Refúgios, em parceria com a Vale e o apoio nessa atividade da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Lar Mar.





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