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Projeto Amigos da Jubarte lança o Primeiro Diagnóstico da Observação de Baleias e Atividades Desenvolvidas no Espírito Santo em 2017 e Almanaque Ambiental “As Jubartes Capixabas”

No dia 26 de abril de 2018, foi apresentado o Primeiro Diagnóstico da observação de Baleias e atividades desenvolvidas no Espírito Santo e o Almanaque Ambiental “As Jubartes Capixabas”. O evento de lançamento aconteceu no Parque Botânico Vale em Vitória/ES e contou com a participação de autoridades e pessoas envolvidas no meio científico e ambiental. Além disso, contou com a participação da Banda de Congo “Amores da Lua”, que fez uma belíssima apresentação com a música “Onde está a baleia”.

O diagnóstico engloba dados gerais sobre as atividades realizadas no ano de 2017 pelo Projeto Amigos da Jubarte no Espírito Santo, com informações curiosas e muito animadoras sobre o comportamento das baleias-jubarte. As informações foram coletadas ao longo das expedições, tanto de pesquisa quanto de avistamento turístico. O projeto é realizado pelos Instituto O Canal, Instituto Últimos Refúgios, Instituto Ecomaris e Instituto Baleia Jubarte, com a parceria da Vale, Prefeitura de Vitória e UFES.

 

 

Para o almanaque, foram realizadas oficinas de desenho, organizadas em três encontros com estudantes e professores da região de Vitória, por meio de uma parceria com a Companhia de Desenvolvimento, Inovação e Turismo (CDV), Secretarias Municipais de Educação (SEME) e Meio Ambiente (SEMMAM). Os eventos foram realizados na Escola “EMEF – Álvaro de Castro Mattos”, onde os alunos produziram desenhos ou criaram atividades lúdicas para a confecção do almanaque ambiental. O produto será utilizado como ferramenta de educação ambiental nas escolas.

 

 

 

Litoral do Espírito Santo é “berçário” das baleias Jubarte

 

Na temporada de 2017, todos os envolvidos com o Projeto, incluindo parceiros, puderam acompanhar os primeiros dias de vida dos novos filhotes capixabas do Oceano Atlântico e, além disso, presenciaram o desenvolvimento destes mamíferos e o treinamento com as mães. Foram cenas privilegiadas para a equipe, que assistiu a comportamentos diversos, como saltos e batidas das nadadeiras.

 

As mães e os filhotes estavam sempre mais próximos à costa, diferente do registrado com as baleias no início da temporada. “Geralmente, grupos de baleias adultas e sub adultas utilizam águas mais profundas”, explica o oceanógrafo Paulo Rodrigues.

 

Paulo ainda relata que “a gestação das Jubartes dura aproximadamente 11 meses. Os filhotes nascem com cerca de uma tonelada e medem em torno de quatro metros de comprimento. Após o nascimento, eles passam até dez meses se alimentando de 100 litros de leite por dia. Trata-se de um alimento bastante rico, que contém até 70% de gordura e garante energia suficiente para os meses de migração que os filhotes têm de enfrentar”.

 

No primeiro ano de execução do Jubarte.Lab, a plataforma científica do Amigos da Jubarte, também foi possível verificar outros dados sobre os filhotes, principalmente sobre a preparação para sua primeira jornada. Os pequenos gigantes precisam migrar mais de quatro mil quilômetros até as águas da Antártica.

 

A escolha das águas mais geladas não é à toa. “É lá que as baleias Jubarte se alimentam, garantindo uma espessa camada de gordura e reserva energética para a produção de leite para os seus filhotes”, explica o coordenador do Projeto, Thiago Ferrari. A cada ano elas retornarão para casa, no litoral brasileiro, quando será possível observá-las novamente, acompanhando de seus bebês, já mais crescidos, com algumas toneladas a mais”, acrescenta Thiago.

 

Os registros dos filhotes aconteceram durante as expedições realizadas na região da Grande Vitória. Foi com essas expedições que cerca de 620 pessoas tiveram a chance, pela primeira vez, de vivenciar o avistamento de baleias acontecendo na capital Capixaba.

 

O Caminho das Baleias

 

De acordo com o diagnóstico realizado pelo Projeto Amigos da Jubarte, as baleias permanecem nas águas brasileiras por, aproximadamente, sete meses. Isso acontece durante o período reprodutivo, para o nascimento dos filhotes, amamentação, primeiros ensinamentos e acasalamento. Elas ficam concentradas, principalmente, na região do Banco dos Abrolhos, localizado entre o Espírito Santo e a Bahia. Nesse período os adultos ficam meses sem se alimentar, apenas os filhotes mamam.

Após a temporada nas águas quentes e calmas, principalmente do Sudeste e Nordeste do país, a população de baleias Jubarte brasileira migra para as proximidades das Ilhas Sandwich, próximo a Antártida, nas águas austrais. Lá, elas realizam o ciclo de alimentação e, depois disso, fogem do clima severo, retornando por cerca de quatro mil quilômetros para as águas brasileiras. Esse retorno acontece a partir do mês de maio, quando elas se aproximam da plataforma continental do Atlântico Sul, principalmente a partir dos estados do Sudeste.

 

Estudos históricos e os novos métodos de estimativa populacional empregados pelo Instituto Baleia Jubarte, foi possível demonstrar que, nos últimos anos, houve uma taxa de crescimento da população das Jubartes brasileiras de 10% ao ano. Isso significa que, em média, dois mil filhotes nascem por ano. Por fim, a estimativa é que, atualmente, o número de Jubartes na costa brasileira seja de 20 mil indivíduos.

 

Distribuição no litoral capixaba

 

Como parte das atividades do Projeto Amigos da Jubarte, entre os meses de junho e novembro de 2017, foram realizados 20 cruzeiros de pesquisa. A equipe avaliou a distribuição de baleias e a distância delas da costa em frente aos municípios litorâneos da Grande Vitória.

 

Essas expedições permitiram o estudo e mapeamento de 121 grupos de Jubartes, totalizando quase 370 indivíduos.  Esse número inclui diversas composições sociais destes mamíferos, como o solitário, duplas, trios, grupos competitivos, com fêmeas e filhotes, assim como adultos e sub adultos.

 

Os esforços de pesquisa da biogeografia e do comportamento destes gigantes permitiu observar dezenas de baleias durante meses. No mês de junho, a média de animais avistados por embarque foi de 10 indivíduos e, em julho, de 22. Já em setembro, foi avistado o maior número de baleias da temporada, com 103 indivíduos.

 

Pertinho de nós

 

A maior concentração desses animais foi identificada na extensão entre 4 e 24 milhas da linha da costa capixaba, na Grande Vitória. As fêmeas com filhotes são a composição mais frágil das baleias e estão na fase mais sensível de suas vidas: durantes o nascimento, primeiras horas de vida e amamentação. Esses grupos foram observados entre 4 e 10 milhas náuticas, na região de chegada e atracação dos grandes navios que atendem ao complexo portuário da Grande Vitória.

 

Já os grupos competitivos, ou os indivíduos adultos em maior concentração, foram avistados na porção externa da plataforma continental, especialmente durante o início da temporada. No período reprodutivo, todas as expedições de pesquisa e monitoramento de turismo avistaram baleias, quando realizadas nas condições meteorológicas e oceanográficas recomendadas pelo projeto.

 

Temporada de 2018

 

Thiago Ferrari já adianta um pouco do que está por vir. “Na próxima temporada, no ano de 2018, serão realizadas pesquisas a partir de maio, estendendo até novembro. Isso porque, identificamos ocorrências sobre a chegada e a saída das Jubarte para a migração durante esses meses. Além disso, pretendemos avaliar se a localização geográfica do Estado permite a realização da observação das baleias em um período maior do que no nordeste do Brasil, onde essa atividade já está consolidada”, explica o coordenador.

O Espírito Santo é lar de inúmeras outras espécies com potencial turístico, além de possuir locais com belezas naturais que tornam o estado um ambiente único. Isso favorece o desenvolvimento do ecoturismo responsável como alternativa sustentável para gerar emprego e renda.

 

Outros diagnósticos serão lançados nos próximos anos e contribuirão para o desenvolvimento do potencial da atividade de observação de baleias, gerando inúmeros benefícios nas vertentes científica, educacional, cultural e turística.

 

O Projeto Amigos da Jubarte e seus parceiros buscam fomentar a observação de baleias no estado como instrumento de conservação, educação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável para toda região.

 

Para saber mais sobre o projeto AMIGOS DA JUBARTE, além de saber como ver as baleias capixabas, acesse: www.queroverbaleia.com ou www.amigosdajubarte.com.br

 

* O projeto Amigos da Jubarte é uma realização do Instituto O Canal, com co-realização do Instituto Últimos Refúgios, Instituto Baleia Jubarte (Projeto Baleia Jubarte) e Instituto Ecomaris, com apoio da Vale e Universidade Federal do Espírito Santo. Além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, a iniciativa aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa e servindo principalmente de vetor para a sensibilização ambiental.

 

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