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Relato da saída do dia 08/10/2017 - Agência AVES

"SERIA HISTÓRIA DE PESCADOR SE EU NÃO TIVESSE OUTRAS 17 PESSOAS PARA COMPROVAR..."

 

Mais um relato emocionante de uma das agências parceiras do Projeto Amigos da Jubarte, credenciadas para o turismo de observação de baleias. Dessa vez o Stelzimar (Téo), Guia de Turismo da Agência AVES, descreveu a aventura deles do dia 08/10/2017.

 

Veja o Vídeo:

 

 

Leia o relato abaixo:

 

"Era um domingo, dia 8 de outubro. Saímos do píer de Iemanjá em mais um dia para ver baleias. Eu, como guia, pensava que seria um passeio comum dentre tantos outros que saímos para avistar, embora depois de vários pela costa de Vitória, percebi que nunca são iguais e na verdade, não trata-se apenas de observar baleias, mas também, de observação da vida marinha, de se ter um outro olhar sobre as cidades litorâneas da Grande Vitória.

 

 

Houve passeio que vimos uma mãe com o filhote bem próximo ao Porto de Tubarão que ficou trocando carícias com ele e se exibindo para nós. Em outro, teve um grupo de baleias nadando em direção a lateral de nosso barco e quando bem próximo, mergulhou e passou por baixo e a adrenalina dos turistas foi a mil. Tivemos outros em que as baleias ficaram mais tímidas ou arredias ou quem sabe, estavam somente protegendo os filhotes e assim, não se aproximaram de nós. E em alguns outros, tivemos show com exibição de mães, filhotes, ou machos em grupos competitivos disputando uma fêmea. Batidas de caudais, saltos, espiadas, batidas de nadadeiras já não eram novidades. E em muitos dos passeios, tivemos a presença de golfinhos, sempre dando um show se exibindo com saltos à frente da embarcação e tartarugas ou aves, enriquecendo e encantando os turistas.


Além disso, é possível ter uma outra referencia sobre as localizações de nossas cidades, a camada cinza de poluição que se forma sobre o céu da grande vitória ou o status de nossa economia, pois quando a economia brasileira e capixaba vai bem, temos mais de 50 navios ancorados em nossa costa. Mas quando vai mal, ficam entre 20 e 30 navios.


Mas aquele dia foi diferente, não sei se era porque a Lua Cheia se fazia presente, ou se foi somente sorte ou sei lá o que, pois interpretar fielmente a natureza é tarefa difícil. Neste dia, não tivemos pesquisadores do Jubarte.lab com a gente e a nossa embarcação e os mestres não eram os que estávamos acostumados. Seria a segunda vez que sairíamos com o barco Titan sob comando dos mestres Alexandre Merotto e Walace, não eram o Bira e o Alexandre Batalha, dois Lobos do Mar com mais de 20 anos de experiência em observação de baleias na costa capixaba e baiana, duas referencias em navegação para este tipo de turismo. Ou seja, para onde ir ou o que fazer, estava sob a minha escolha e do mestre Alexandre Merotto. E ele falava, “Téo, é com você, você fala para onde ir e iremos.” Foi a primeira vez que senti o peso desta escolha e responsabilidade nas costas.


A preocupação em deixar nossos turistas satisfeitos estava lá nas alturas e mais um dia de peso de responsabilidade. Partimos. No início, após cerca de 1,5 horas de navegação, avistamos um grupo de cinco ou seis baleias nadando em velocidade, não permitindo muita aproximação, vimos muitos de seus borrifos, caudas e parte das dorsais. Opa, de longe, novos borrifos, vamos então em direção a eles. Novamente, chegamos perto e mesmo com toda a habilidade do Merotto que foi fantástica, as baleias já em velocidade, também não deram a mínima para nós. Seria um dia de saída com pouco encantamento dos turistas?

 

Quando então, novamente no horizonte, mais alguns borrifos e saltos e a Maíra, nossa parceirona e fotógrafa, falou, “Téo, vamos p/ lá, tem borrifos e saltos”. “Alexandre, bora um pouco para boreste, uns dois ou 3 km distante”. E assim, fez Alexandre, quando de repente, próximo de 11 h, o vento virou e as ondas começaram a ficar grandes e o Alexandre disse, “Téo, você está vendo o mar ficar grande, isso é ruim para o turista, teremos que voltar.” “Não, Alexandre, vamos somente até aquele grupo ali, pois já estamos chegando e de lá, voltaremos”. E assim fizemos, durante os cerca de 15 minutos de aproximação, já estávamos vendo as baleias saltarem, baterem caudais, nadadeiras e tudo mais e os turistas, sem saber que o melhor ainda estava por vir,  já começaram a ficarem impressionados.


A embarcação continuou a se aproximar, e foi um salto de um filhote, e foi outro salto de outro filhote, e foi um salto de uma baleia adulta e foi mais um salto de outra baleia adulta, e foi uma batida de caudal, e foi uma batida de nadadeira, e o barco se aproximando, se aproximando, e nisso, os turistas começaram a entrar em êxtase, a emoção não cabia mais no peito, eram diferentes expressões faciais, falas, gritos, gestos, não sabia se tirava fotos ou se observava... Eu mesmo, estava tão impressionado que não quis nem tirar uma selfie, minha foto de desejo com as baleias, já de dias. Resolvi contar, pois eram saltos e mais saltos. Mas nisso, já tinham passados aproximadamente, uns 20 minutos entre aproximação e parada, ou seja, elas já haviam dado quase uma centena de saltos.

 

 
Então, vamos lá, um, dois, três, quatro, ..., cinquenta, sessenta e um, sessenta e dois, 70 saltos e 10 batidas de caudais! E continuei, oitenta, oitenta e um, oitenta e dois, ..., oitenta e oito saltos e 15 batidas de caudais e a galera em êxtase total! A impressão que tivemos foi que estavam tão envolvidas em alguma disputa, brincadeira, vuco-vuco, sei lá o que, que não davam a mínima p/ nós e quando perceberam a nossa presença, deram uma pausa no show.


Quase ao fim do espetáculo, eis que surge uma baleia com filhote a cerca de 2 metros do barco e a adrenalina ir lá nas alturas. Também teve batidas de nadadeiras ao ponto de ser possível escutar o som do impacto na água impressionando a todos pela intensidade.

 

Como se não bastasse, ao final, voltando para a costa, ainda tivemos o show dos golfinhos. Foi neste momento que de tanto êxtase e tamanha a esperteza desses bichinhos, os turistas viraram crianças e gritavam, assoviavam, batiam na lateral do barco, faziam de tudo para chamar a atenção deles. E eles? Acenavam com o olhar, nadavam e olhavam para nós, num completo domínio do espaço e velocidade, foi de se encantar!


E quer saber se os turistas gostaram, se eles acharam que valeu a pena, sim e muito! Foi um dos dias mais gratificantes de minha atividade de guia de turismo!


E assim foi a nossa alegria desse dia, ainda bem que estávamos em 18 pessoas para provar, 18 pessoas em êxtase, num passeio único, épico, que encantou e emocionou a todos, um passeio que ficará guardado na memória p/ sempre, inarrável e inacreditável para muitos! Ainda bem que não estávamos sozinhos, pois seria somente história de pescador. Esperamos que a mãe natureza nos presenteie com mais oportunidades como esta, viva as baleias!

 

TIVERAM A SORTE DE PARTICIPAR DESTA *EPOPÉIA E PODEM COMPROVAR:
* Sucessão de eventos extraordinários, ações gloriosas, retumbantes, capazes de provocar a admiração, a surpresa, a maravilha, a grandiosidade da epopeia.

 

AGENCIA: AVES VOANDO ALTO


GUIA: Stelzimar (Téo)


MESTRES: Alexandre Merotto e Walace dos Santos Regis


EMBARCAÇÃO: TITAN


TURISTAS:
Aline Maria dos Santos
Ana Clara Junger Mendes Miranda
Ana Paula Fantecelle Junger
Bernardo Moraes Centoducatte
Daniel Bozi Ferreira
Danielle de Oliveira Moreira
Elisa Maria Souza Eller
Emilia Brito
Joshua Kolby Pellerin
Leandro da Silva Cândido
Luana D’Avila Centoducatte
Luciano J. Alves
Maíra Leone
Manoela Brito Alves
Ronisete Nunes Pereira"

 

Texto de Stelzimar (Téo) - Agência AVES

 

 

 

* Em junho de 2017, o projeto Amigos da Jubarte, em parceria com Inst. Baleia Jubarte, capacitou e certificou agências e operadoras de turismo capixabas, além de mestres de embarcação, transmitindo o conhecimento sobre a espécie baleia-jubarte, normas e técnicas de avistamento além de informações sobre a legislação de proteção aos cetáceos vigente no Brasil. Escolha uma das agências parceiras do projeto, conforme sua preferência, e bom passeio!

 

 

GALERIA DE FOTOS DA NOTÍCIA

 

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